23 Sep

Escolas do Amanhã.

Começando no segundo semestre de 2009, 150 unidades das escolas municipais do Rio de Janeiro recebem o projeto Escola do Amanhã, vislumbrando aquela localizadas em favelas e áreas violentas, integrando Cultura e Esportes. O programa também prevê programas de qualificação especial para professores e maior envolvimento com a comunidade, 450 mães receberão uma ajuda de custo de R$100 por mês, para dedica 4 horas por semana a auxiliar professores em atividades dentro e fora da escola.  Uma iniciativa que pode aproximar os pais e a comunidade da escola, mas talvez fosse mais interessante como um projeto mais abrangente. Saiba mais na matéria a seguir.

RJ: escolas nas áreas mais violentas agora têm ensino em horário integral

              
fonte: O Globo

Isabela Bastos

Os 108.576 alunos dos 150 colégios da rede municipal localizados nas áreas mais perigosas da cidade - batizados de Escolas do Amanhã - começaram ontem a ter aulas em período integral. Distribuídas por 73 comunidades em 63 bairros, as unidades de ensino adotarão, a partir de agora, períodos de sete horas de atividades, sendo duas horas e meia de oficinas esportivas, artísticas e culturais extracurriculares. Os quatro mil professores, coordenadores e diretores dessas escolas foram capacitados, no primeiro semestre, para utilizar metodologia diferenciada de ensino, que visa a contornar bloqueios de aprendizado em crianças sujeitas a episódios recorrentes de violência.

O objetivo, segundo a Secretaria municipal de Educação, é reduzir a evasão que, nessas escolas de áreas de conflito, está em torno de 5,06%, quase o dobro da média registrada nos demais colégios, que é de 2,61%. Além do ensino diferenciado, criado pela ONG Uerê Mello, da artista plástica Yvonne Bezerra de Mello, as Escolas do Amanhã estão recebendo equipamentos, livros, computadores e materiais didáticos especiais, num esforço para tornar as aulas mais interessantes.

Investimento no projeto será  de R$ 52 milhões. As unidades foram incluídas ainda num cronograma de reformas que serão executadas até o final do ano. Para identificar os alunos faltosos ou que abandonaram os estudos, cada escola terá três mães comunitárias, que receberão bolsas de cem reais pelo trabalho.

De acordo com a Secretaria municipal Educação, a estimativa é que a prefeitura invista R$ 52 milhões (R$ 48 milhões em recursos municipais e R$ 4 milhões em repasses do Ministério da Educação) até o fim do ano nas Escolas do Amanhã. O período escolar estendido foi lançado oficialmente ontem, pelo prefeito Eduardo Paes e pela secretária de Educação, Cláudia Costin, em evento na Escola Municipal Padre Aleixo, na Cidade de Deus, em Jacarepaguá.

Na solenidade, Paes fez às vezes de professor e explorou com as crianças alguns dos recursos tecnológicos que estão sendo comprados, como mesas de alfabetização eletrônica, laboratórios de ciências e um smartboard (espécie de quadro eletrônico, que permite a interação dos alunos com os conteúdos que estão sendo ensinados).

De acordo com a prefeitura, cada uma das 150 escolas em áreas de risco deverá ter pelo menos um smartboard.

Com os investimentos, a prefeitura quer mudar as estatísticas que mostram que o desempenho dos alunos dessas escolas é pior que o dos demais estudantes da rede. Segundo avaliações feitas pela secretaria no início do ano, 5.115 estudantes desses 150 colégios foram identificados como analfabetos funcionais.

O total corresponde a 19,2% dos 28.264 alunos com esse tipo de problema em todas as 1.063 escolas da rede.

Novas tecnologias podem ser estendidas a outras escolas. As unidades em áreas de risco concentram ainda os maiores índices de estudantes com necessidades de reforço de matemática e português. Dos 102.736 alunos do 2 ao 9 anos com problemas de aprendizado de português, 20.721 (ou 20,2%) são dessas escolas. Já entre os 205.153 que precisarão de reforço de matemática no segundo semestre, 33.472 (ou 16,35%) são das Escolas do Amanhã.

- A meta é facilitar o aprendizado para crianças que hoje têm obstáculos que prejudicam o ato de aprender. Devemos ter um olhar mais específico para a realidade desafiadora dessas escolas e perceber que a violência pode estar inviabilizando a aprendizagem.

Por isso, precisamos de um programa que mantenha os alunos mais tempo longe desses ambientes agressivos - disse Cláudia Costin.

Empolgado com os equipamentos que estão sendo comprados para as escolas, Paes disse que a intenção é ampliar o uso das novas tecnologias para as demais unidades da rede: - Ao longo do segundo semestre de 2009, todas as 150 Escolas do Amanhã já vão ter esse padrão de atendimento, com novas tecnologias, laboratórios de matemática e de ciências. Isso é um investimento no futuro da cidade.
 
 

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