As inscrições para o Fórum Urbano Mundial 5 (FUM5) estão abertas. O FUM5 é o principal evento de urbanismo do mundo e acontece no Rio de Janeiro entre 22 e 26 de março. O evento é promovido pelo UN-HABITAT, Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos.O FUM é o espaço onde governos de todo o mundo e sociedades civis de todos os lugares se encontram para debater e propor políticas a respeito do que devemos, nós humanos, fazer para conduzir adiante de maneira sustentável e mais justa a crescente urbanização do planeta.
O tema central do FUM será “Direito à Cidade: Unindo o Urbano Dividido”. A definição desta insígnia foi feita no Conselho Nacional das Cidades, espaço onde a Fase e muitas outras organizações sociais dão sua contribuição para a democratização das cidades brasileiras. Inserir o Direito à Cidade no tema de um evento das Nações Unidas é uma vitória, segundo Regina Ferreira, assesora do Programa Nacional Direito à Cidade, da Fase.
“É preciso difundir o Direito à Cidade como um conjunto de direitos coletivos que preenchem condições de cidadania no espaço urbano. É preciso que a ONU reconheça o Direito à Cidade como um novo direito, e que os governos também faça, este reconhecimento”, diz ela.
O FUM terá seis eixos de trabalho, a saber: “Levando adiante o Direito à Cidade”; “Unindo o Urbano Dividido”; “Acesso Igualitário à Moradia”; “Diversidade Cultural nas Cidades”; “Governança e Participação”; “Urbanização Sustentável e Inclusiva”. Em cada um destes eixos, debates importantes serão feitos acerca do modo como as cidades devem se desenvolver neste século, respeitando os direitos de suas populações e reduzindo as desigualdades que caracterizam os espaços urbanos em todo o mundo até hoje.
A Fase, juntamente com várias outras organizações que participam do Fórum Nacional de Reforma Urbana, estará no FUM. Com outras redes de entidades nacionais e internacionais, já inscrevemos uma atividade sobre conflitos, despejos e megaeventos. É fundamental que a sociedade dê a pauta do FUM, por isso estamos dedicados a abrir espaço no Fórum Urbano Mundial aos movimentos sociais populares que desejarem se expressar a respeito do espaço urbano e os direitos coletivos à vida digna nas cidades.
A idéia é que os movimentos sociais cariocas, desde agora, estejam integrados à agenda do Fórum Urbano Mundial. A cidade que terá dois megaeventos em 2014 e 2016 deve estar alerta para o que pode vir em termos de injustiças urbanas, pelas vias conhecidas do poder econômico e político hegemônico sobre as cidades brasileiras onde há chances de grandes lucros com a realização de eventos de escala mundial como a Copa do Mundo e as Olimpíadas.
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