20 Jul

Censo 2010: Rio Grande do Sul também passa por envelhencimento populacional

Em análise realizada por pesquisadores do Observatório das Metrópoles, do núcleo de Porto Alegre e da Fundação de Economia e Estatística/RS, baseada nos dados divulgados até o momento pelo Censo 2010, verificou-se importantes mudanças no perfil demográfico do estado do Rio Grande do Sul, com destaque para o aumento da proporção da população de 45 a 64 e da população de 65 anos e mais.

Destaque também para a diminuição das crianças, jovens e adultos jovens (até os 44 anos). Mas foram as crianças de zero a quatro anos que mais diminuíram o peso na proporção de população no Estado. De fato, o índice de idosos subiu de 27,61% em 2000 para 44,61% em 2010. Essa é uma mudança muito significativa na estrutura demográfica gaúcha. Especialmente se levarmos em consideração que essa mudança atingiu tanto os homens como as mulheres.

Índice de envelhecimento

A tendência verificada na distribuição da população por faixas etárias se confirma quando se observa o índice de idosos, que mede a proporção entre o número de pessoas com mais de 65 anos de idade e o número de jovens abaixo de 15 anos de idade, de modo que, quanto mais elevado o índice, maior é o envelhecimento da população. Pois bem: no Rio Grande do Sul esse índice aumentou de modo muito significativo.

As regiões onde o aumento no índice de envelhecimento da população total foi mais elevado são a Noroeste e a Centro Ocidental (na primeira a diferença em pontos percentuais foi de 22,34 e na segunda foi de 20,89). Mas o índice de envelhecimento não ocorre igualmente entre homens e mulheres. Os índices das mulheres são mais elevados que os dos homens. Em média, no Estado, enquanto o aumento desse índice foi de 20,16 pontos percentuais, o dos homens foi de 13,95 pontos percentuais. E as mulheres tendem a envelhecer mais na mesorregião Noroeste, Centro Ocidental e Centro Oriental, justamente nas regiões menos urbanizadas.

Já na mesorregião metropolitana, tanto os homens como as mulheres apresentaram os menores índices de envelhecimento. Ao que tudo indica, quanto maior a urbanização menor a probabilidade de longevidade. Na RMPA o índice de envelhecimento na periferia é bem menor do que no pólo, com vantagem para as mulheres, tendo aumentado de 47,69 em 2000 para 72,65 em 2010. Como se sabe, é na periferia metropolitana onde estão situados os municípios onde é maior a pobreza. Então se pode dizer que dois fatores contribuem para a menor longevidade: urbanização intensa e pobreza.  Por outro lado, convém destacar que o RS se mantém predominantemente feminino, com diminuição, inclusive, da proporção de população masculina em 2010 frente a 2000.

Acesse a análise na íntegra aqui.