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04 Jul
O peso do voto metropolitano: representatividade no Paraná
Lido 916 vezes | Publicado em Artigos | Última modificação em Qua, 04 de Julho de 2012 22:09
 
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O peso do voto metropolitano: representatividade das RMs no Paraná

Nas últimas décadas as metrópoles tiveram o reconhecimento de sua relevância na dinâmica urbana. No entanto, pouco foi feito para a politização do tema metropolitano. Neste artigo, Jéferson Soares Damascena e Celene Tonella testam a hipótese de que a negligência em relação às questões metropolitanas tem um nexo causal com o sistema representativo brasileiro, o qual tenderia a prejudicar a capacidade de representação parlamentar dos centros mais urbanizados do País. A partir da análise da composição da Assembleia Legislativa do Paraná, verificou-se a ocorrência de uma sub-representação das regiões metropolitanas na Assembleia.

O artigo “O peso do voto metropolitano: a representatividade das regiões metropolitanas na Assembleia Legislativa do Paraná” é um dos destaques do Cadernos Metrópole nº 27. A seguir, a introdução do trabalho de Jéferson Soares Damascena e Celene Tonella.

Introdução

No presente trabalho, temos por objetivo analisar a distribuição geográfica dos votos para os representantes da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP), nas regiões metropolitanas de Curitiba (RMC), Maringá (RMM) e Londrina (RML) na eleição de 2006. O entendimento é que as regiões metropolitanas, apesar de sua influência socioeconômica e do expressivo eleitorado, não conseguem traduzir esse poder em um número condizente na composição da Assembleia Legislativa, estando, pois, sub-representadas em relação ao interior do Estado.

Segundo Carvalho (2010), o sistema representativo proporcional, em sua operacionalização, tende a prejudicar de forma sistemática a composição das representações parlamentares dos centros mais urbanizados do País, bem como as capitais e as regiões metropolitanas. A falta de integração entre as cidades que compõem as RMs estudadas confronta com os discursos e propostas em defesa da ampliação dessas regiões.

Buscamos empreender um exercício de aproximação com a obra de Carvalho (2003; 2009), replicando-a em um cenário mais adensado, ou seja, a geografia do voto para a Assembleia Legislativa do Paraná, no pleito de 2006, mas tentaremos ampliá-la, abrindo as seguintes frentes de investigação: 1) a sub-representação das regiões metropolitanas de Maringá, Londrina e Curitiba na Assembleia Legislativa; 2) concomitantemente, a sob-representação das cidades-polo em relação aos deputados eleitos nas RMs; 3) a sub-representação das cidades menores que compõem as Regiões Metropolitanas de Curitiba (RMC), Maringá (RMM) e Londrina (RML) em relação à base geográfica dos deputados estaduais eleitos; e 4) levantamento dos projetos dos deputados estaduais eleitos com maioria de votos nas RMs. A fonte principal de informações serão os mapas eleitorais dos municípios das duas RMs, para que possamos compreender a dinâmica das práticas político-eleitorais por meio de um levantamento dos projetos propostos pelos deputados.

Primeiramente, verificamos a votação por cidade, de cada um dos 54 deputados eleitos em todo o Estado. Em seguida, decidimos fazer um recorte, considerando apenas a votação dos eleitos nas regiões metropolitanas de Curitiba (RMC), Londrina (RML) e Maringá (RMM). Partindo dos mapas da votação dos deputados estaduais eleitos no pleito de 2006 do TSE, foi possível fazermos algumas inferências sobre a composição do voto nas RMs estudadas, que de certa forma contrariam nosso apriorismo e nos força a um recorte mais aprofundado nas questões de estratégias de cada deputado, bem como na real extensão da sua influência, que não se limita à sua base territorial.

Acesse o artigo completo “O peso do voto metropolitano: a representatividade das regiões metropolitanas na Assembleia Legislativa do Paraná”, Cadernos Metrópole nº 27, aqui.

 

 

 



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